. populares img:hover{ -ms-transform: rotate(-10deg); -webkit-transform: rotate(-10deg); -moz-transform: rotate(-10deg); -o-transform: rotate(-10deg); transform: rotate(-10deg);}
Ultimas

O PASSADO PELO PRESENTE

PROVEDOR DE INTERNET

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Deputados no Rio de Janeiro são presos em ação da Polícia Federal



Os deputados André Corrêa (DEM) e Chiquinho da Mangueira (Podemos), foram presos na manhã desta quinta-feira. Eles são alvos da Operação 'Furna da Onça', da Polícia Federal, que tem como objetivo prender acusados de envolvimento um esquema de compra de votos com dinheiro de propina e distribuição de cargos iniciado no primeiro governo de Sérgio Cabral, em 2007, e mantido até hoje. Outros cinco deputados são procurados.

Vinicíus Farah, vice-presidente do Detran-RJ, também foi preso na operação. Ele disputou as eleições este ano e foi eleito deputado estadual neste ano com 57.707 votos pelo MDB. Além dele, entre os outros mandados de prisão temporária expedidos encontram-se o atual presidente do Detran, Leonardo Silva Jacob, e o secretário estadual do Governo Pezão, Affonso Monnerat , ambos envolvidos na chamada farra de cargos do Detran. Monnerat foi preso no início da manhã.

A operação, que começou no início da manhã desta quinta, é um desdobramento da 'Cadeia Velha', que há um ano prendeu o então presidente da Alerj, Jorge Picciani, e outros dois deputados. Ao todo, a operação desta quinta visa cumprir 22 mandados de prisão.

Os deputados que tiveram as prisões temporárias pedidas são André Corrêa (DEM), Coronel Jairo (Solidariedade), Luiz Martins (PDT), Chiquinho da Mangueira (PSC), Marcelo Simão (PP), Marcos Abrahão (Avante) e Marcos Vinícius Vasconcelos Ferreira, o Neskau (PTB). Também foram aprovadas as prisões preventivas dos deputados Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Mello, que já se encontram presos desde novembro do ano passado, por conta da operação anterior. Picciani vai continuar em prisão domiciliar, favorecido por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Propina de R$ 20 mil a R$ 100 mil

De acordo com as investigações, em troca de propina mensal, que variava de R$ 20 mil a R$ 100 mil e cargos, os deputados votavam sistematicamente a favor dos interesses de Cabral e Picciani, incluindo o boicote à CPI dos Ônibus, revogação das prisões decretadas pela “Cadeia Velha” e a aprovação das contas do governo. Por determinação do tribunal, serão cumpridas ainda buscas e apreensões em mais de 40 endereços, entre os quais gabinetes da Alerj.

Os 22 envolvidos são acusados de corrupção ativa e passiva e de formação de organização criminosa - os demais crimes, como lavagem de dinheiro, serão apurados no decorrer das investigações. As principais provas colhidas pela força-tarefa da Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR-2), em parceria com a Polícia Federal, para fundamentar a “Furna da Onça”, são a delação do ex-operador do esquema Cabral Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, homologada pelo ministro Dias Toffoli, somada às provas colhidas nas delações dos doleiros Vinícius Claret, o Juca Bala, Cláudio Barbosa, o Tony. No sistema financeiro paralelo que a dupla operava, o ST, apareceram depósitos em nome de assessores dos parlamentares citados por Miranda.

As investigações também encontraram provas do favorecimento a deputados em planilha com o loteamento de cargos do Detran, apreendida no ano passado no gabinete de Albertassi, e em lista de distribuição de cargos apreendida no gabinete de Paulo Melo.


O Globo