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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Charge do Dia: Vida de Babão


Não é uma profissão fácil, pois é sempre atropelada pelos movimentos de bajulação dia e noite, para não deixar o chefe desatualizado dos constantes acontecimentos da região onde habita.

O babão tem que bajular o chefe em todos os momentos, a fim de ganhar o pão para si e para a família. Ele corre no carro, na sua moto ou na bicicleta buscando os fuxicos para agradar ao seu comandante.

Não pode faltar fuxico e o telefone tem que ser preenchido de créditos, diariamente. O babão engorda rápido, pois merenda várias vezes ao dia, de casa em casa, na ânsia de arranjar enredos, e quando não consegue inventa, tem que ter essa capacidade criminosa.

O babão é, acima de tudo, a capacidade de levantar falso testemunho, doa no rabo de quem doer, o negócio é não faltar a fofoca do dia. Você que me ouve agora, pode centralizar seu pensamento nesse instante e rapidamente descobre o babão oficial do seu sítio, região ou rua.

O babão tem a obrigação de bajular a família do chefe, pois cumpre a frase histórica: “Pelos santos se beijam os altares”.

O nojento entra onde não lhe cabe, leva recado dos amorosos, faz o café se preciso for, trata carinhosamente os animais de estimação do chefe e beija as crianças da família com muito carinho. Para o chefe ele diz sempre que tudo está muito bem.

Em tempo de eleição ele corre dia e noite, farejando os acontecimentos como um cachorro treinado. Se trabalha numa repartição pública vive sempre de orelha em pé, escutando as conversas para encaminhá-las ao chefe, a fim de ganhar pontos para o seu currículo, sempre recheado pela falta de vergonha.

Não gosta de sentar-se à mesa do patrão, para não ser reclamado. Fica sempre arrodeando e dando pitaco.

Adora ser chamado pela primeira-dama, pois sabe que agradando a ela, ganha pontos para não perder o cargo de bajulador oficial. Por isso baba os filhos do casal com carinho, pois não pode desgostar nem um membro do reino.

Quando recebe um grito fica feliz e diz que errou e não erra mais: “O senhor tem razão, me desculpe”. E diz sempre o seguinte: “O Chefe tem razão, garanto que não faço mais isso nunca”.

O babão é um elemento perigoso, pois pode provocar até morte com as mentiras que inventa, a fim de ser agradável.

No tempo de campanha eleitoral carrega bandeira do candidato do chefe, pula, grita, faz o “V” da vitória e examina com cuidado quem não está cumprindo as ordens dos seus candidatos, para correr e avisar aos líderes do seu grupo político.

Enfim, o babão é um ridículo, sem caráter, sem vergonha, indesejável, mas sempre muito querido do chefe.

É bicho mentiroso, inventa que o eleitor está precisando de alguma coisa para roubar o candidato. Gosta de dar presente e tem que arranjar com o chefe. Quando desfila de moto no lugar onde mora é parado muitas vezes pelos fuxiqueiros, que desejam saber dos últimos acontecimentos da região.

O babão é um elemento nocivo a sociedade. Não rouba, mas pede até demais. De tanto correr para atender as chefias está sempre com a roupa fedendo, os sovacos ninguém suporta e o chulé lhe acompanha todo tempo.

Ele tem outros apelidos: correio da má notícia, mentiroso, bicho nojento, seboso, fofoqueiro, lambe-lambe, cão sem rabo, cagão e chupão.

Fujam dos babões, eles são capazes de tudo, inclusive de inventar falso testemunho, pois faz parte da profissão.

O babão compra pão, faz feira, leva recado, calça os sapatos do chefe, corre atrás do pente, mas também diz a patroa secretamente que o patrão tem uma amante, aí o “pau canta”.

Novamente peço, que fujam do babão. Ele é o elemento mais nocivo da sua comunidade.

Descubra os babões da sua comunidade e mande esses pestes para o inferno