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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Petrobras anuncia reajuste médio de 12,2% no gás de cozinha a partir desta quarta


Preço do botijão de gás tem variação na Grande BH, diz pesquisa. (Foto: Reprodução/TV Globo)


A Petrobras informou na terça-feira (5) que decidiu elevar em 12,2% em média o preço do botijão de gás de até 13 kg nas distribuidoras a partir desta quarta-feira (6), devido a estoques muito baixos e eventos extraordinários, como os impactos do furacão Harvey na maior região exportadora mundial de gás liquefeito de petróleo, nos Estados Unidos.

A Petrobras destacou que o reajuste previsto foi aplicado sobre os preços praticados sem incidência de tributos. Se for integralmente repassado ao consumidor, a empresa informa que “o preço do botijão de GLP P-13 pode ser reajustado, em média, em 4,2% ou cerca de R$ 2,44 por botijão, isso se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos”.

A Petrobras informou que o Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp) fará uma nova avaliação do comportamento deste mercado em 21 de setembro com possibilidade de subir ou baixar, de acordo com o comportamento do mercado internacional.

Em outro comunicado, a empresa informou reajuste de 2,5% nos preços das distribuidoras do GLP destinado a uso industrial e comercial, também válido a partir de hoje.

Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) informou que o reajuste oscilará entre 11,3% e 13,2%, de acordo com o polo de suprimento, no caso do gás de cozinha. "A correção aplicada não repassa integralmente a variação de preços do mercado internacional, com isso, o Sindigás calcula que o preço do produto destinado a embalagens até 13 quilos ficará 16,56% abaixo da paridade de importação, o que inibe investimentos privados em infraestrutura no setor de abastecimento", informou.

Em relação ao GLP Industrial (para embalagens acima de 13 quilos), o reajuste irá oscilar entre 2,4% a 2,6%, dependendo do polo de suprimento, estima a entidade.

Na avaliação do Sindigás, o aumento do GLP para embalagens que atendem ao comércio e à indústria "é preocupante, pois afasta ainda mais o preço interno dos valores praticados no mercado internacional, impactando justamente setores que precisam reduzir custos. Com o aumento de preços, o Sindigás calcula que o valor do produto destinado a embalagens maiores que 13 quilos ficará 39,94% acima da paridade de importação".

Revisão de preços mensal

Pela nova política de preços adotada pela Petrobras, o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) será revisado todos os meses.

Segundo a estatal, o preço final às distribuidoras será formado pela média mensal dos preços do butano e do propano no mercado europeu, convertida em reais pela média diária das cotações de venda do dólar, mais uma margem de 5%.

Em agosto, a Petrobras reajustou o preço do gás de cozinha residencial em 6,9%. Em julho, a Petrobras reduziu o preço em 4,5%, após ter aumentado o valor em 6,7% no mês anterior.

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