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terça-feira, 22 de agosto de 2017

RN chega a marca de 1558 homicídios este ano, 25% a mais que 2016

Sete das 23 mortes violentas deste último fim de semana ocorreram em Natal

O fim de semana no Rio Grande do Norte, levando-se em consideração o período entre a sexta-feira (18) e o domingo (20), contou com 23 homicídios. A média de aumento nas Condutas Violentas Letais Intencionais (CVLIs) em 2017, comparado ao ano passado, segue no patamar de 25%. Segundo informações do Observatório da Violência Letal Intencional (OBVIO), até ontem havia sido registrado um número de 1.558 homicídios no estado.

Sete das 23 mortes violentas deste fim de semana ocorreram em Natal. Duas chamaram a atenção pela forma como ocorreram. Na noite da última sexta-feira, por volta das 22h30, um grupo abriu fogo contra pessoas que estavam em uma festa, no Conjunto Soledade II, no bairro Potengi, na Zona Norte de Natal.

Pelo menos cinco homens armados chegaram em um veículo e atiraram, aparentemente, de maneira aleatória contra quem estava no evento. Oito pessoas ficaram feridas e foram levadas a unidades de saúde próximas e um homem, identificado como Francisco das Chagas Ferreira do Nascimento, de 53 anos, morreu. Ele seria dono do bar que servia as pessoas na festa.

Na mesma noite um jovem de 21 anos foi morto a tiros minutos após deixar a delegacia. Identificado como Tácio Roberto de Lima Bezerra, ele havia sido levado à Delegacia de Plantão da Zona Norte por policiais que o avistaram no bairro Nordeste, Zona Oeste, e suspeitaram dele. Sem documentos, o jovem foi levado para ter sua situação verificada. Familiares levaram os documentos e em seguida Tácio foi liberado.

Na volta para casa, a pé, ele foi abordado por homens em um veículo nas imediações da Comunidade do Mosquito, na Avenida Felizardo Moura, e foi atingido a queima-roupa por disparos. Os executores fugiram logo em seguida. Tanto este caso quanto o do dono do bar de Soledade II são investigados pela Polícia Civil.

Homicídios também foram registrados no interior do estado. Ceará-mirim, Janduís, Nísia Floresta, São Gonçalo do Amarante contabilizaram duas mortes cada, enquanto que Apodi, Martins, João Dias, Parnamirim, Umarizal. Rio do Fogo, a 81 quilômetros de Natal, se destacou devido a um triplo homicídio.

Três jovens foram encontrados na manhã do sábado (19) às margens de uma estrada carroçável, na zona rural do município. Eles foram identificados como Afonso da Silva Fonseca, 19, Clésio Ricardo da Silva, 18, e Ronaldo Rodrigues da Lima, 27, e estavam com marcas de tiros. Moradores da região disseram que o trio era conhecido por praticar crimes. O caso já é investigado pela Polícia Civil.

Antropóloga vê relação com investimento suspenso

A antropóloga e professora da Universidade do Estado do Rio (Uerj) Alba Zaluar atribui o aumento da violência ao “fim do investimento nos projetos e nas polícias estaduais comprometidas com a prevenção”. Ela lembra os exemplos do Pacto pela Vida, em Pernambuco, o Fica Vivo, em Minas, o Estado Presente, no Espírito Santo, e as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) no Rio.

“Os efeitos benéficos começaram a ser revertidos, agora ainda mais evidentes pela ausência de investimento público neles. Em diferentes porcentuais, as taxas de homicídio voltaram ao padrão observado em 2009, antes da implementação desses projetos”, escreveu ao Estadão.

“Se os projetos queriam ganhar os jovens atraídos pelos comandos de crime organizado que atuam hoje em todo o território nacional, seria também crucial fazer com que a atração exercida por este importante ator nas trevas das atividades empresariais diminuísse. Infelizmente não diminuiu”, diz. “Nada foi feito para mudar essa atração pelo negócio ilegal altamente lucrativo. Enquanto nada for feito, vamos ficar investindo muito para ver todo o gasto ir embora pelo ralo.”

O Ministério da Justiça foi questionado pela reportagem sobre a elevação do semestre no País, mas não comentou. Sobre o Plano Nacional de Segurança, destaca que “os investimentos inicialmente previstos foram revisados e adequados com a realidade financeira da União e perfeitamente absorvidos pelos Estados, que adaptaram as ações propostas de modo a atingir os resultados. Paralelo a isso, ações de capacitação e doação de equipamentos estão sendo realizadas”.

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