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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Divisão de Homicídios chega a Tucuruí para investigar a morte do prefeito Jones William

TUCURUÍ - PARÁ
Corpo de prefeito assassinado é velado no ginásio de Tucuruí


Equipes da Divisão de Homicídios da Polícia Civil e do Comando de Missões Especiais (COE) da Polícia Militar de Belém foram enviadas para Tucuruí, no sudeste do Pará, para reforçar a segurança e atuar nas buscas aos autores do assassinato do prefeito Jones William da Silva Galvão, de 42 anos. O corpo do gestor municipal está sendo velado no ginásio de esportes da cidade e o enterro será realizado na quinta-feira (27) no município.

De acordo com a polícia, no momento do crime o prefeito visitava obras de recapeamento da estrada de acesso ao aeroporto, em uma área conhecida como Ocupação Cristo Vive. Era por volta de 16h quando dois homens em uma moto passaram no local e dispararam contra o prefeito.

Segundo relatos recebidos pelo delegado Sandro Rivelino, titular da Superintendência da Polícia Civil de Tucuruí, foram vários tiros de pistola calibre ponto 40. A vítima ainda chegou a ser socorrida e levada para o Hospital Regional de Tucuruí, mas não resistiu e morreu. Um funcionário da prefeitura, que estava ao lado de Jones William foi atingido por um dos disparos de raspão, mas já recebeu atendimento no hospital e passa bem.

O crime assustou a população de Tucuruí. Milhares de moradores foram até o ginásio poliesportivo se despedir do prefeito.

“Todos nós que trabalhamos com ele ficamos em estado de choque e até o momento a ficha nem caiu ainda pra falar a verdade. Uma tragédia muito grande que aconteceu”, disse a funcionária pública Dágila Taumaturgo.

Investigações

Os policiais da capital chegaram ontem mesmo a Tucuruí. As investigações serão realizadas por uma equipe de policiais civis da Divisão de Homicídios de Belém, sob coordenação do delegado Eduardo Rollo. A equipe da Superintendência Regional da Polícia Civil do Lago de Tucuruí também participa das investigações.

A Polícia Militar, por meio do Comando de Missões Especiais (CME), já está com policiais militares em apoio às guarnições do município para reforçar o policiamento na cidade e auxiliar o trabalho investigativo.

O Ministério Público do Estado disse que entrou em contato com a Polícia Federal para estabelecer uma parceria nas investigações para apuração do crime. Jones William era investigado pelo MP por corrupção. Segundo a promotoria, ele era suspeito de direcionar licitações para favorecer empresários locais. O processo tramitava em sigilo.


O prefeito Jones William foi assassinado a tiros em Tucuruí. 
(Foto: Divulgação / Prefeitura de Tucuruí)


Perfil do prefeito

Jones William nasceu em Italva, no Rio de Janeiro. Ele era enfermeiro e tinha 42 anos. William foi eleito prefeito em 2016 com 31.268 votos, que representam 53,50% dos votos válidos. Antes de assumir cargo no executivo ele havia atuado como vereador na câmara municipal em 2008, e concorrido ao cargo de prefeito na cidade em 2012, quando não foi eleito.

Outros casos

Esta é a terceiro prefeito assassinato na região sudeste do Pará desde 2016. No dia 16 de maio Diego Kolling (PSD), prefeito da cidade de Breu Branco, que fica a 38 km de Tucuruí, foi morto enquanto andava de bicicleta na companhia de amigos em um trecho da rodovia PA-263, que liga Tucuruí a Goianésia do Pará.

De acordo com a polícia, as investigações sobre a morte do prefeito Diego Kolling estão em andamento e são coordenadas pela Divisão de Homicídios.

Em janeiro de 2016 o prefeito de Goianésia do Pará, João Gomes da Silva (PR), o "Russo", foi morto a tiros enquanto estava dentro de um velório no centro da cidade, que fica a 98 km de Tucuruí. Ele tinha 62 anos e ocupava o cargo desde 2013.

Segundo a polícia, a morte do prefeito teria sido encomendada pelo vereador José Ernesto da Silva, o Zé Ernesto, que foi o mandante do crime por motivos políticos: ele planejava concorrer ao cargo municipal, mas João Gomes era cotado para a reeleição.

Outros suspeitos de terem participado da morte são Benedito Peres Campelo e o filho dele, Kleberson Deibe Campelo, que seriam os executores. O intermediário na contratação dos executores seria conhecido como Chicão.

Dos quatro suspeitos está preso Benedito Campelo. Kleberson e Chicão estão foragidos, e Zé Ernesto foi assassinado em fevereiro de 2016 por dois homens - identificados como Murilo e Nego Bala - que também foram presos.

G1/PARÁ

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