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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Pelo menos, 25 líderes irão a funeral de Fidel

Nos EUA, Donald Trump, que chamou Fidel de um "brutal ditador", ameaçou pôr fim à aproximação com o país

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Havana. Ao menos 25 líderes estrangeiros, entre eles 15 presidentes da América Latina e da África, irão às cerimônias fúnebres do líder da Revolução Cubana, Fidel Castro - informou a Chancelaria ontem.
Entre os presidentes, estão o venezuelano Nicolás Maduro, o boliviano Evo Morales, o equatoriano Rafael Correa, o nicaraguense Daniel Ortega, o colombiano Juan Manuel Santos, o panamenho Juan Carlos Varela e o mexicano Enrique Peña Nieto, segundo a lista entregue à imprensa internacional.
O rei Juan Carlos I da Espanha representará seu filho, o rei Felipe VI. Já a presidente do Chile, Michelle Bachelet, enviará seu ministro do Desenvolvimento Social, Marcos Barraza, para representá-la.
Também viajarão para a Ilha os presidentes de África do Sul, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Zimbábue e Namíbia, assim como o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, o único estadista europeu incluído na lista, e sete primeiros-ministros caribenhos.
Cuba iniciou ontem sete dias de homenagens em massa a Fidel, que faleceu aos 90 anos na última sexta-feira (25). Suas cinzas serão enterradas no próximo domingo (4) no cemitério de Santa Ifigênia, em Santiago de Cuba, a 960 km de Havana.
O presidente Barack Obama "não viajará aos funerais", confirmou o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.
O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, anunciou que não comparecerá e, em seu lugar, estará David Johnston, governador-geral e representante da rainha Elizabeth II, chefe de Estado. Em representação do presidente francês, François Hollande, estará nas cerimônias a ministra do Meio Ambiente, Ségolène Royal. O ex-chanceler alemão Gehard Schröder (SPD) comparecerá em representação de seu país.
Uma das irmãs de Fidel Castro, Juanita Castro, disse no domingo (27) que não irá ao funeral do ex-líder cubano. Em um comunicado enviado ao jornal espanhol Nuevo Herald, Juanita, de 83 anos, que vive em Miami, nos EUA, desde 1964, confessou que está de luto pela morte do irmão, mas que não pretende viajar à ilha. As informações são da Agência Ansa.
Aos prantos ou em silêncio, milhares de cubanos caminhavam ontem pela Praça da Revolução, onde Fidel Castro criticou inúmeras vezes os Estados Unidos, para homenagear postumamente o seu líder.
Concessões
Nos Estados Unidos, o presidente eleito Donald Trump, que chamou Fidel de um "brutal ditador", ameaçou pôr fim à aproximação entre Washington e Havana se não obtivesse concessões em matéria de economia e direitos humanos. "O povo cubano nunca vai dar um passo atrás. O governo de Fidel é histórico. Trump é um estúpido ao declarar essas coisas em um momento em que o povo está de luto!", disse enfurecido Mauricio Paz, um ex-guerrilheiro de 76 anos.
A Casa Branca defendeu a aproximação com Havana e discordou da ideia de que fez excessivas concessões a Cuba ou que não obteve reciprocidade.
Para Josh Earnest, porta-voz da Casa Branca, "os críticos da atual política sugerem que de alguma forma os EUA fizeram um pacote de concessões ao governo cubano. Isso não é certo. Não há concessões", assegurou.
O porta-voz da equipe de transição, Jason Miller, procurou esclarecer a forte declaração de Trump, mas disse que o governo não apoiará um entendimento em que os americanos sejam "vistos como tolos".
Decolou ontem de Miami o primeiro voo regular a partir dos Estados Unidos para Havana em mais de 50 anos, que ocorre logo após a morte de Fidel Castro.

 Diário do Nordeste

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