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terça-feira, 29 de março de 2016

Freiras californianas cultivam maconha e defendem o uso medicinal da erva

Moradoras da periferia de Merced, na Califórnia, as irmãs Kate e Darcy mantêm uma plantação no quintal de casa e se dedicam a produzir e comercializar medicamentos à base de canabidiol, que promete aliviar dores e minimizar sintomas de Parkinson.
Reprodução/Instragram
Irmã Darcy na sala da casa onde vive em Merced, na Califórnia

Elas se vestem com hábitos de freira, mas não pertencem a nenhuma religião tradicional. As irmãs norte-americanas Kate e Darcy vivem na Califórnia uma vida bastante distinta para os padrões católicos. No quintal da casa onde moram, na periferia de Merced, elas cultivam uma pequena plantação de maconha e ali mesmo produzem medicamentos à base de cannabis.
O extrato de maconha produzido por elas é rico em canabidiol (CDB), substância conhecida por suas qualidades medicinais e totalmente livre de THC, componente responsável pelos efeitos psicoativos da droga. Além de infusões de óleos, elas fabricam pomadas e capazes de aliviar enxaqueca, náusea, dores de ouvido, ressaca e inclusive ajudar pacientes de Parkinson. E é nessa produção que se encontra a prática espiritual das “Sisters of the Valley” (“Irmãs do Valley”): “Nós não perdemos tempo ajoelhadas, mas a produção do nosso medicamento é um momento de oração”, justificam em seu site. 

A vestimenta, segundo elas, é apenas um uniforme para que possam ser identificadas com mais facilidade. “Nós nunca escondemos o fato de que não somos freiras católicas, nós somos uma irmandade da Nova Era”, explicam. 

Mas enquanto para muitos o trabalho das duas é visto como algo fantástico, para elas trata-se de um enorme desafio, principalmente financeiro. Apesar de a maconha ser legalizada para fins medicinais na Califórnia, as duas acabam de perder a única loja virtual através da qual ainda conseguiam comercializar seus produtos.  Depois de nove meses, o Etsy, portal de compra e venda de produtos feitos em casa e à mão, tirou do ar a lojinha mantida pelas irmãs. O bloqueio aconteceu dias depois de o FDA, órgão que administra a produção e comercialização de alimentos e remédios nos EUA, determinar que este tipo de atividade deve se restringir à indústria farmacêutica. 

Fonte: Marie Claire

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