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terça-feira, 7 de abril de 2015

UM NOVO OLHAR SOBRE OS IDOSOS: Severiano e Raimunda Herculana um exemplo de vida!

Casal Humilde e Simples, exemplo de Fé!

Hoje (07), nosso Foco foi na residência do casal: Seu JOSÉ SEVERIANO DE AQUINO 85 ANOS E RAIMUNDA HERCULANA  DE QUEIROZ 77 ANOS. Ambos casados há  58 anos; tiveram 18 filhos, onde desses criaram apenas 3 e ainda desses 3 um morreu com a idade de 21 anos.

OBJETIVO: Nosso trabalho tem por objetivo assegurar a dignidade e a valorização integral das pessoas idosas, através da promoção humana e espiritual, respeitando seus direitos, num processo educativo de formação continuada destas, de suas famílias e de suas comunidades, sem distinção de raça, cor, profissão, nacionalidade, sexo, credo religioso ou político, para que as famílias e as comunidades possam conviver respeitosamente com as pessoas idosas, protagonistas de sua auto-realização. 


seu Severiano  nos relatou sobre a sua vida, com muitas dificuldades, ressaltou sobre os nomes dado a esta cidade como: Freijó, Vitória etc. Falou que Dr. José Marcelino foi quem o ensinou a votar. Falou até dos animais de estimação como cachorro e gato ( risos...). Foi um momento bem natural por parte daquele casal. Sem formalidade, este blog respeita a linguagem e a forma de se expressar dessa gente sofrida; aqui não estamos insinuando, mas ouvindo a fala de um casal que tem muita fé em Deus, em Santo Antônio e que falam do passado e do presente. A visita de hoje, foi um banho de consciência para aqueles que pensam que na vida as coisas são fáceis. Uma coisa é se falar das dácadas de 1930, 1950, e outra coisa é se relatar de 2000 , 2015.

Considerações Finais: O tempo é curto, eu quero que o Padre Claudênis venha outra vez para falar comigo o dia inteiro. Mas quero dizer que tenho minha saúde frágil, mas meu médico é Jesus. Eu não sei nem agradecer a Jesus. Ele tem feito tanta coisa boa com a gente; eu tenho muitos amigos aqui em Marcelino Vieira, não tenho intrigados, graças a Deus. Dona Raimunda ainda acrescentou que na infância sofreu muito, recordou que colheu muito algodão, feijão, era um tempo muito dificil, porém, nunca deixaram de lutar pelo pão de cada dia. 

Nota da REDAÇÃO: 

Por muito tempo, a imagem do idoso foi a de alguém que tinha muito com o que contribuir, ocupando um lugar de respeito na sociedade e na família, mais especificamente. A este idoso cabia a função de possuir a história e o passado dos familiares, sendo ele elemento fundamental para transmissão das memórias, histórias e lembranças vividas por aquela família. Esta imagem, porém, modificou-se ao longo do tempo, conforme Lodovici, apud Campedelli, indica:  

O idoso sempre existiu identificado como o avozinho querido na sua função acolhedora aos mais novos, com laços afetivos bastante sólidos entre ambos, a despeito do progressivo afrouxamento dos laços afetivos sociais e das inúmeras perdas advindas do envelhecimento. Durante algumas décadas, o idoso foi reduzido a um ser sem voz e de opinião não relevável, visto como um ser de ideias ultrapassadas, justamente pela precedência etária e pelo fato de estar, via de regra, fora do mercado de trabalho e dos avanços científicos e tecnológicos; reserva-se, assim, um lugar triste ao idoso, despojado de sua condição de sujeito, sendo criada uma imagem negativa e equivocada de velhice. (Lodovici, 2006; apud Campedelli, 2009: 16)  


Desta forma, embora possamos dizer que é possível perceber mudanças significativas na maneira de encarar o envelhecimento, é necessário estarmos atentos para que identidade de velho está a surgir. Para que o velho seja mais compreendido e ganhe espaços efetivos em nossa sociedade, precisamos continuar fomentando discussões e criando espaços propícios para que o envelhecimento seja pensado e encarado adequadamente, envolvendo todas as parcelas da sociedade. Para isto, é preciso inserir também nos ambientes educacionais a temática do envelhecimento, pois só assim enxergaremos o idoso de maneira menos preconceituosa e mais pautada na realidade e necessidade dos velhos, além de estarmos mais preparados para lidar com as questões que permeiam o envelhecer. 
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Fotografia: Railça Lacerda
Assessoria: Claudênis