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quinta-feira, 26 de março de 2015

Piloto estava fora da cabine na hora do desastre, segundo o ‘New York Times’

Piloto estava fora da cabine na hora do desastre, segundo o ‘New York Times’

 
Área onde caiu o avião, na França. / Peter Macdiarmid (Getty Images)

O jornal The New York Times publicou quarta-feira à noite em sua edição online que um dos dois pilotos do A320 da Germanwings que caiu na terça-feira nos Alpes franceses estava fora da cabine no momento do acidente e não conseguiu entrar, apesar de bater na porta com insistência para fazer-se ouvir. O jornal nova-iorquino se baseia em uma fonte militar relacionada com a investigação, que teria tido acesso à única caixa-preta do voo recuperada até agora. Três das 150 pessoas que viajavam a bordo eram cidadãos americanos.

Até o momento, o Governo francês afirmou que os serviços de resgate tinham conseguido recuperar as gravações da caixa-preta, mas não revelou seu conteúdo. Na noite de ontem, nenhuma fonte oficial se pronunciou sobre a informação do jornal nova-iorquino.

A fonte militar afirma que o que se escuta durante a primeira parte do voo entre Barcelona e Düsseldorf é uma conversa entre os pilotos “muito tranquila, muito relaxada”, mas que logo o áudio indica que um dos pilotos deixa a cabine e não consegue voltar. “Ele está fora, batendo na porta e ninguém responde”, relata o investigador ao The New York Times. “E então começa a golpear cada vez com mais força. Não chega a haver resposta”. A fonte diz: “Dá para ouvi-lo tentando derrubar a porta”.

“Não sabemos o motivo pelo qual o piloto deixou a cabine”, prossegue o militar, que pediu anonimato por se tratar de uma investigação em andamento. “Mas estamos certos de que, nos momentos finais do voo, o outro piloto estava sozinho e não abriu a porta”, prossegue.

O voo GWI9525 da companhia low-cost Germanwings – filial da alemã Lufthansa – caiu na terça-feira pela manhã em uma remota zona alpina do sul da França com 150 pessoas a bordo, 144 delas passageiros.
As circunstâncias que rodeiam o acidente continuam sendo um mistério porque durante oito minutos o avião perdeu altitude a grande velocidade. Em uma entrevista coletiva na quarta-feira, Rémi Jouty, chefe do BEA, o organismo encarregado da investigação, assinalou que não tem “a menor explicação” sobre o que pode ter ocorrido. A única hipótese descartada é uma explosão em voo, como insistiu o Governo. Jouty não quis revelar o conteúdo da caixa-preta, mas afirmou que os investigadores já tinham escutado as gravações.
O avião Airbus A320 da Germanwings com 150 pessoas a bordo, explicou Jouty, tinha seguido em todo momento “a rota prevista” depois de decolar de Barcelona por volta das 10h da manhã. Às 10h30, e em conversa com o centro de controle de Aix-en-Provence, o aparelho voava a 10.500 metros de altitude e os pilotos transmitiram “uma mensagem de rotina” sobre o percurso que iam realizar. Um minuto depois, o avião começou a descer “sem a menor explicação” uns mil metros por minuto e não parou até se chocar contra o chão no maciço de Trois Evêches.

Os investigadores também não explicaram por que a tripulação não respondeu a nenhuma chamada das várias que foram feitas pelo centro de controle durante os dez minutos de perda de altitude. “É o mais estranho” e “inquietante”, concordam os diferentes peritos, que qualificam o acidente de “muito estranho” ou “inexplicável”.
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fonte:  EL PAÍS - "NEW YORK TIMES"