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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Populações brigam por água no Alto Oeste, e Exército suspende carro-pipa.


O Rio Grande do Norte registrou ontem (29) o primeiro conflito entre comunidades por causa da crise hídrica.
A briga ocorreu entre os moradores do município de São Francisco do Oeste e os de Pau dos Ferros.
Cansados de pedir soluções à Caern para a falta d'água na cidade, os moradores de São Francisco do Oeste interditaram a BR-405, rodovia federal que corta os Estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.
O protesto descambou para o vandalismo. Alguns manifestantes destruíram o sistema adutor que abastece Pau dos Ferros e outros municípios da região. Os vândalos danificaram a adutora de engate rápido que leva água aos municípios.
A Caern suspendeu o abastecimento d'água para evitar o desperdício, já que o sistema foi cortado. A companhia das águas promete o reparo imediato, enquanto isso os moradores de Pau dos Ferros e adjacências ficam sem água.
O episódio no Alto Oeste é um mau sinal. Eu diria mais: é um sinal de agouro. A crise hídrica no Estado do Rio Grande do Norte tende a se agravar. Não só porque as comunidades já brigam por água potável.
Outra notícia nos chama atenção na manhã desta sexta-feira (30): o Exército brasileiro vai suspender o abastecimento d'água por carro-pipa na zona rural de Mossoró porque o governo federal não repassa o dinheiro. Não há orçamento no Ministério da Integração Nacional.
A suspensão não afeta apenas a zona rural de Mossoró. 116 municípios do Estado dependem do carro-pipa.
E agora, como vão ficar as populações sem água de beber?
O que houve em São Francisco do Oeste é inadmissível. Ninguém pode prejudicar o abastecimento de água em outra comunidade por falta d'água no próprio município.
Esse tipo de vandalismo é inaceitável, e os responsáveis pelos danos aos patrimônio público devem ser punidos.
Agora, o governo estadual precisa ficar em estado de alerta: as pessoas já estão começando a brigar pela água.

E instituições como o Exército não têm como cumprir seu papel se faltam os recursos. Sem carro-pipa, muita gente vai morrer de fome e sede.
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A REDAÇÃO

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