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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

PMDB inicia mês de fevereiro em situação mais indefinida para o Governo que na virada do ano

Bezerra distanciado do partido
Tida como a legenda mais forte para as eleições deste ano, o PMDB inicia o segundo mês de 2014 mais indefinido do que no final de 2013.
Se há 30 dias era dada como certa uma articulação para fazer de Fernando Bezerra o ungido da agremiação, a última semana de janeiro mostrou que isso ruiu.
Um dos principais pontos foi às constantes ausências de Fernando Bezerra em momentos em que ele poderia fazer aparições públicas. A primeira foi em um evento sobre mídias sociais em que esteve presente o presidente nacional do PMDB, senador Valdi Raupp (RO). A segunda foi na reunião da última quinta-feira com a executiva do partido. Surgiram duas versões: 1) ele não foi por causa de um problema de saúde de um familiar da esposa. 2) não foi convidado por não ser da executiva. Logo surgiu uma contradição: o ministro Garibaldi Filho também não é e estava.
No dia seguinte o jornalista Carlos Santos cravou que Fernando Bezerra iria comunicar a desistência.
Alguns fatores estariam pesando conforme informações dos bastidores. Um deles, o principal, seria a pressão da família que não gostaria de vê-lo na política novamente.
CONSTRANGIMENTO
Outra questão para uma eventual desistência de Fernando Bezerra são os constrangimentos que ele tem passado. Enquanto os líderes do PMDB defendem o nome dele para o Governo, as bases dizem o contrário.
Vários membros da Juventude do PMDB têm sugerido nas redes sociais que o nome do partido para o Governo do Estado tem que ser o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves.
O líder peemedebista tem dito que não vai tentar o cargo no Executivo com a justificativa de que pode ajudar mais ao Estado atuando em Brasília. No entanto, o PMDB está em crise com o PT e um eventual segundo biênio de Henrique à frente da Casa estaria em risco.
HISTÓRIA
Não é a primeira vez que Fernando Bezerra é cotado para disputar o Governo do Estado. Em 1982, quando ainda era um jovem empresário, Bezerra era o nome trabalhado pelo senador Dinarte Mariz para bater chapa com José Agripino para saber quem seria o nome do PDS ao Governo. O "Pacto da Solidão", como ficou conhecido, não prosperou e Bezerra só entrou na política em 1990 quando foi eleito suplente de senador de Garibaldi que quatro anos depois abriu a vaga para ele. Bezerra foi reeleito senador em 1998 e só em 2002 voltou a pensar em ser governador, quando acabou derrotado no primeiro turno após aparecer como favorito pelo PTB. Em 2006, Bezerra perdeu a reeleição para a hoje governadora Rosalba Ciarlini (DEM) por pouco mais de 11 mil votos.
Já Henrique teve duas tentativas na majoritária. Em 1988 e 1992 tentou ser prefeito de Natal e em ambas acabou derrotado por Wilma de Faria e Aldo Tinôco, um até então desconhecido ex-secretário municipal.
Já Garibaldi foi eleito quatro vezes deputado estadual entre 1970 e 1982. Em 1985 foi prefeito de Natal; senador em 1990, 2002 e 2010; e governador em 1994 e 1998. A única derrota foi para o Governo em 2006.
Já Walter Alves, outro cotado para entrar na disputa pelo governo, acumula duas eleições de deputado estadual.