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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Condenação de filho vira 'sombra' para projeto de Wilma de Faria








Ao condenar 11 pessoas envolvidas na “Operação Hígia”, esquema criminoso que drenou cerca de R$ 36 milhões da saúde pública do Rio Grande do Norte, o juiz federal Mário Jambo carimbou o selo de corrupção na gestão da ex-governadora Wilma de Faria (PSB).
Em letras claras, Jambo revelou que o epicentro da corrupção era a Casa oficial, onde o chefe da quadrilha, segundo o juiz, atuava com o seu balcão de negócios e tráfico de influência.
O chefe: advogado Lauro Maia, filho da ex-governadora, condenado a mais de 16 anos de prisão, inicialmente em regime fechado.
Na sentença, o juiz escreveu:
“Os autos demonstram que ele (Lauro Maia) transformou um prédio público em um epicentro de corrupção e tráfico de influência.”
Pois bem…
A precisão do juiz Mário Jambo serve de reflexão para o cidadão norte-rio-grandense, no momento em que os grupos e políticos tradicionais ensaiam e se movimentam com vistas à disputa ao Governo do Estado do Rio Grande do Norte em 2014.
Entre os governadoráveis, a ex-governadora Wilma. Ela tem deixado o gabinete da Vice-Prefeitura de Natal para andar o Estado, numa espécie de campanha fora de época, acalentando o sonho de voltar a cuidar do cofre público estadual, e discursa como se nada de ruim tivesse ocorrido na sua gestão, apostando – claro – na suposta falta de memória das pessoas.
Só que a sentença da “Operação Hígia”, com riqueza de detalhes, coloca a ex-governadora em situação no mínimo desconfortável, devendo pesar na balança eleitoral do ano que vem.
Não é possível acreditar que Wilma, diante do histórico cinzento, não seja julgada – como deve ser – pela população potiguar.
Observe que a “Hígia” é uma das operações que explodiram durante os quase oito anos da gestão Wilma, sempre revelando esquemas fraudulentos para desviar dinheiro público, como o “Foliaduto”, “Foliatur”, “Ouro Negro”, “Ponte de Todos”, entre outros.
Esses “fantasmas” que assombraram os potiguares no passado recente e que agora estão prestes a receber o devido julgamento, certamente, serão uma “sombra escura” na caminhada de Wilma de Faria. Desassociá-la desses escândalos é uma tarefa quase impossível. Ela sabe disso; daí, a pitada indigesta no tempero socialista para 2014.
Para concluir, o eleitor deve ficar bem atento ao que escreveu o juiz federal Mário Jambo:
“A corrupção é um delito devastador em relação à credibilidade da Administração Pública. Além do dano moral, causa gigantesco prejuízo aos cofres públicos e é executado de forma dissimulada e silenciosa.”

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